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Proprietário afirmou que não sabia que o local era frequentado por membros de facções

Uma disputa entre facções criminosas em Fortaleza, resultou na maior chacina da história do Ceará. Foram 14 pessoas mortos e 18 feridas no ataque ocorrido no sábado (27/1), na casa de shows O Forró do Gago.

Fechado desde então,  o local passará a ser uma igreja evangélica. Quem anunciou a mudança foi o proprietário da casa, José Clediano Girão Nobre. Ele prestou depoimento sobre as execuções ao delegado do 13º Distrito Policial, Hélio Marques.

“Ele nos disse que pretende alugar o espaço na Rua Madre Tereza de Calcutá para uma igreja evangélica, pois não quer mais realizar festas lá, depois da chacina. Ele inclusive disse que o culto inaugural deve acontecer no próximo fim de semana”, explicou o delegado.

Nobre declarou que promovia festas ali todas sextas-feiras, mas desconhecia que era frequentado por integrantes de facções e não sabia de comemorações com apologia ao crime. O fechamento do espaço foi uma medida preventiva para que não ocorram, novamente, crimes similares.

Após apreender os equipamentos de som do Forró, a polícia revelou que ela atingia 150 decibéis durante as festas. Porém, o permitido para áreas residenciais é de, no máximo, 75 decibéis. A perícia feia no local constatou que o local não tinha saída de emergência em conformidade com as determinações do Corpo de Bombeiros.

Fonte: Estadão Conteúdo