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Capelães desenvolvem projetos sociais para ajudar pacientes e familiares.

Yara da Conceição de Souza é mãe de 11 filhos, entre eles, Marcos Vinícius, um menino de 16 anos que nasceu com o rim policístico e teve que ser transplantado. Com a família grande, trabalhando apenas como revendedora de cosméticos e o marido desempregado, a internação do filho se torna uma situação ainda mais difícil do que deveria ser. Marcos faz tratamento desde pequeno no Hospital Federal de Bonsucesso e, principalmente na época do transplante, receberam muita ajuda dos capelães do hospital, não só espiritual, mas também com doações básicas que garantem o bem-estar dele e da família.

Garantida pela Constituição, a Capelania possui 16 tipos diferentes de atuação. A mais atuante no Brasil é a hospitalar, que consiste no consolo e aconselhamento das pessoas que se encontram com problemas de saúde graves. Meios como o discipulado, culto, ceia, batismo e acompanhamento são usados para cuidar espiritualmente e emocionalmente dos pacientes que já receberam a Cristo, e guiar outras vidas para a aceitação de Deus. Sendo um trabalho conjunto entre hospitais e igrejas, a Capelania depende desses apoiadores e todos têm como objetivo a recuperação desses pacientes na saúde e na área sentimental.

A coordenadora da Capelania Evangélica no Hospital Federal de Bom Sucesso e responsável pela Capelania da IAUC, Pra. Cleina Sandra S. Da Silva chama atenção para as mudanças nesse cenário. “A Capelania Hospitalar hoje realiza várias atividades que englobam desde a visita leito-a-leito até atendimento médico personalizado (oncologia, hemodiálise, pediatria e ambulatório infantil) e ações sociais como doação de fraldas, cestas básicas, brinquedos, assistência funerária e kits de higiene pessoal, não se limitando ao apoio religioso hospitalar, mas também cuidando das pessoas em questões pessoais”, explica.

Dona Yara conta que o apoio da pastora e da equipe foi inigualável: “Me ajudaram no momento mais difícil da minha vida. Lembro do meu filho indo para cirurgia e a dona Sandra do meu lado o tempo todo me apoiando e orando comigo. Na época, meu marido estava desempregado e não tínhamos como pagar pelos remédios. Eles conseguiram os remédios e ainda me ajudaram a reformar meu banheiro que era só tijolo, porque meu filho poderia pegar uma infecção muito fácil. Também nos deram água e cestas básicas, mas era uma cesta básica boa, sabe? Com carne e frango. Tem a parte espiritual também, foram muitas orações pela recuperação do meu filho. É muito importante porque nesses momentos a nossa fé fica fraca. Lá eles me lembravam sempre de que Deus estava conosco.”, recorda.

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Além disso, são realizados projetos internos como arrecadações para confraternizações de fim de ano e outros mais específicos. O Projeto Polvo, por exemplo, ajuda recém-nascidos hospitalizados a se sentirem ainda em contato com o ventre materno através de um polvo feito de crochê pelos capelães, ajudando na recuperação dos mesmos.
A pastora também conta que esse projeto interdominacional conta com a participação de 54 igrejas e cerca de 180 voluntários trabalhando diariamente, inclusive com arrecadações e doações feitas pela IAUC e membros da igreja que são voluntários. Todos os capelães realizam um curso para a formação pessoal, juntamente com oficinas sobre trabalhos manuais que servem para os projetos internos.

A Coordenadora da Captação de Doadores de Sangue e também capelã, Lucinete Barros dos Reis, trabalha no hospital há 34 anos e fala da importância dessa capacitação: “O trabalho é feito com excelência. Homens e mulheres de Deus que recebem treinamento adequado. No passado, a Capelania também visitava e se esforçava, mas não estavam capacitados como hoje. Os funcionários do hospital confiam nesse trabalho. É considerado um local de refúgio para qualquer pessoa que esteja precisando de ajuda e acolhimento. Só agradeço aos pastores Jonas e Nayra por apoiarem incondicionalmente esse trabalho, apesar de não os conhecer”, agradece.

Com uma agenda anual pré-programada com várias atividades e relatórios das ações, mais de 13 mil visitas foram realizadas no ano de 2017 com 344 conversões. Mostrando, assim, a importância e o impacto desse trabalho não só na vida do Marcos Vinícius e da sua família, mas da população como um todo.

A Pra. Cleina Sandra convida todos aqueles que sentem o coração arder pela causa para juntar-se nesse trabalho em prol do próximo através do número de telefone (21) 3977-9743 para se informar sobre as ministrações dos cursos que ocorre geralmente duas vezes ao ano ou através da página no Facebook “Capelania Evangélica Hospitalar HFB”.

Texto: Beatriz Puente
Edição: Márcio Moreira
Imagens: Arquivo IAUC