O DJ Matheus Vitório conta como a música eletrônica gospel pode mudar vidas

Ao longo do tempo, a música gospel abraçou e adaptou os ritmos musicais. O novo estilo que tem adquirido espaço dentro do segmento é a música eletrônica que cresce a cada dia, principalmente com os jovens. Dessa forma, as batidas também podem ser consideradas como um poderoso instrumento de evangelismo por conta da popularidade do estilo. Matheus Vitório Carvalho é um jovem, de 19 anos, DJ cristão de música eletrônica e membro da IAUC desde 2014.

Seja no Departamento de Mídia, colaborando na parte de som ou no louvor da Unidade Jovem, Matheus trabalha com música na IAUC há cinco anos. Ele já se apresentou como DJ nas duas edições da conferência HolyDays, em festas de encerramento da Unidade Jovem e nos Retiros da IAUC. O jovem conta que no Retiro 2019 teve um momento especial com Deus e a música.

– Na festa das cores, eu resolvi tocar músicas mais voltadas para adoração. Quando estava tocando o remix de “Ninguém explica Deus”, eu vi que haviam muitas pessoas adorando e dançando. Começou a chover e todo mundo continuou clamando ao Senhor, pulando. E tinha uma menina de braços abertos e com os olhos fechados, cantando. Foi nesse momento que eu percebi que, apenas com o meu trabalho, eu posso influenciar as pessoas a adorarem e celebrarem Cristo.

Gui Brazil, GV3 e DJ PV são algumas das referências de DJs cristãos para o jovem. Matheus contou que percebeu seu chamado ao reparar a quantidade de pessoas em festivais de música eletrônica secular ao redor do mundo e como é possível transformar vidas através da adoração com as batidas. Ele afirma que sua prioridade é alcançar vidas com a palavra e o amor de Deus através da música eletrônica

– Acredito que através da música eletrônica e de canções que venham dos céus, que nós podemos mostrar uma forma diferente de celebrar a Deus, apresentar seus mandamentos e sua palavra. Podemos, através dessa arte, mostrar ao mundo e aos jovens que é possível se divertir e ser cristão.

O DJ admite que ainda existe preconceito no mundo cristão com a música eletrônica por ser o principal ritmo da famosa “festa rave”, na qual há constante consumo de drogas por jovens. Matheus entende o estilo como qualquer outro, que ambos são criações do Pai e que Ele nos deu autoridade sobre ela.

 

Texto: Beatriz Puente

Imagem de divulgação